INSS: qual regra de aposentadoria chega primeiro no seu caso
Publicado em 20/10/2026. Tabelas de INSS e IRRF de 01/01/2026.
Você abre o simulador do INSS, responde meia dúzia de perguntas e recebe uma data. Mas por que aquela regra, e não outra? E será que esperar mais um ano por uma regra diferente não pagaria um benefício maior? Quem entende as quatro portas de saída consegue escolher - em vez de apenas aceitar a primeira que abre.
Vamos passar pelas quatro regras com três pessoas fictícias, mas com contas reais - todas rodadas na nossa calculadora. Depois, um passo a passo para descobrir a sua.
As quatro portas, em linguagem simples
| Regra | Mulher | Homem | Quanto paga |
|---|---|---|---|
| Permanente | 62 anos + 15 de contribuição | 65 anos + 20 de contribuição | 60% + 2% ao ano além de 15/20 |
| Pontos | 93 pontos + 30 de contribuição | 103 pontos + 35 de contribuição | Mesmo coeficiente acima |
| Idade progressiva | 59,5 anos + 30 de contribuição | 64,5 anos + 35 de contribuição | Mesmo coeficiente acima |
| Pedágio de 100% | 57 anos + dobro do que faltava em 2019 | 60 anos + dobro do que faltava em 2019 | 100% da média |
Pontos, vale lembrar, é a soma da sua idade com o tempo de contribuição. E as metas de pontos e idade progressiva sobem todo ano - os valores acima são os de 2026.
Ana, 52 anos: a idade decide
Ana contribui há 28 anos, com média de R$ 3.500,00. Faltam 2 anos de contribuição para os 30 - parece que os pontos vão resolver, certo? Errado: com 52 anos, ela soma 80 pontos hoje, longe dos 93. O que chega primeiro é a idade progressiva (junto com a permanente): aposentadoria em maio de 2036, com coeficiente já no teto de 100% pelos 37 anos de contribuição - benefício estimado em R$ 3.576,50. O pedágio de 100% pagaria um pouco mais (R$ 3.584,62), mas só em outubro de 2037: um ano e meio esperando por R$ 8 a mais por mês não compensa.
Carlos, 58 anos: o pedágio que não vale o pedágio
Carlos tem 33 anos de contribuição e média de R$ 5.000,00. A permanente e a idade progressiva liberam em fevereiro de 2033, com 98% da média - cerca de R$ 4.978,90. O pedágio de 100% daria os 100% cheios (R$ 5.125,00), mas só em outubro de 2037, quase 5 anos depois. Faça a conta: R$ 146 a mais por mês contra 56 meses de benefício perdido (mais de R$ 278 mil deixados na mesa). Para o Carlos, a regra "pior" no papel é a melhor no bolso.
A jovem de 30 anos: os pontos vencem no longo prazo
Com 8 anos de contribuição e média de R$ 3.000,00, ela se aposenta pelos pontos em setembro de 2057 - onze meses antes da permanente. Repare: com 39 anos de contribuição na concessão, o coeficiente já bateu no teto de 100% em qualquer regra. No longo prazo, as diferenças de valor somem; o que resta é a data.
Descubra a sua regra em 3 passos
Primeiro, pegue o seu tempo total de contribuição - vale contar carteira assinada, carnê, serviço militar e tempo rural comprovado. Segundo, calcule a sua média salarial desde julho de 1994 no extrato do Meu INSS (sem ele, use o salário atual como aproximação). Terceiro, jogue tudo na calculadora de aposentadoria do INSS: ela testa as 4 regras, mostra o tempo que falta em cada uma e diz qual abre primeiro - com o valor estimado lado a lado.
E lembre-se do que a calculadora não faz: pedágio de 50% e direito adquirido anterior a 2019 ficam de fora, e o valor oficial só o INSS calcula com o seu CNIS completo. Use a estimativa para planejar - e confirme no Meu INSS antes de pedir.