Pró-labore × lucros: quanto retirar da ME
Diga quanto quer no bolso e como está a empresa. O otimizador testa o pró-labore do mínimo ao teto, aplica o Fator R e recomenda a divisão que atinge a meta com menos imposto.
Como o otimizador calcula
Você informa a meta líquida e a situação da empresa. O otimizador testa o pró-labore do mínimo ao teto, em passos de R$ 50, e para cada valor calcula DAS, INSS com o teto compartilhado, IRRF marginal e o lucro que sobra. Entre os valores que atingem a meta, vence o de menor imposto total.
alíquota efetiva = (RBT12 × nominal − parcela) ÷ RBT12 · DAS = receita × efetiva
Fator R
Atividades intelectuais pagam pelo Anexo III quando a folha de 12 meses chega a 28% do faturamento, e pelo Anexo V abaixo disso. O realizado usa a folha já paga; a varredura usa o projetado - (funcionários + pró-labore) × 12 sobre o maior entre o RBT12 e a receita anualizada. O enquadramento oficial usa os últimos 12 meses, então o DAS menor pode demorar até um ano para aparecer.
Pró-labore
INSS de 11% até o teto, descontando o que já foi pago em outro vínculo, mais IRRF pela tabela mensal com o redutor vigente. Outras rendas entram na conta porque empurram a faixa do IR: o custo atribuído ao pró-labore é a parcela marginal. Gera aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, e o mínimo é obrigatório para o sócio administrador.
Distribuição de lucros
Lucro disponível = receita − DAS − despesas − folha − pró-labore. Sem contabilidade completa, a isenção limita-se ao lucro presumido do setor (cerca de 32% da receita em serviços, 8% em comércio e indústria); acima disso, ou acima de R$ 50 mil por mês de uma só fonte, há retenção de 10% sobre o excedente.
Cenários comparados
- (A) pró-labore mínimo - maximiza o lucro isento quando o anexo não muda.
- (B) ponto do Fator R - o pró-labore exato que entrega 28% na projeção.
- (C) ótimo - o que atinge a meta com menos imposto.
- (D) tudo como pró-labore - sem distribuição, para comparar o pior caso.
Folha mensal de pagamentos
O DAS vence no dia 20. O INSS do pró-labore vai na GPS do dia 20 do mês seguinte. Emita a folha de pró-labore e recolha corretamente.
Parâmetros editáveis: salário mínimo de 2026, teto do INSS, tabelas do Simples (Anexos I a V), IRRF com redutor, dedução por dependente e limite de dividendos. Simulação - valide com o contador antes de colocar em prática.
Perguntas frequentes
Como o otimizador escolhe o pró-labore ideal?
Ele testa valores do mínimo ao teto e, entre os que atingem a sua meta líquida, recomenda o de menor imposto total (DAS + INSS + IRRF + IR dos lucros). A retirada de lucro é o complemento para fechar a meta.
O que é o Fator R e quanto falta para 28%?
É a folha dos últimos 12 meses dividida pelo faturamento dos últimos 12 meses. A partir de 28%, serviços intelectuais pagam pelo Anexo III; abaixo, pelo Anexo V. O resultado mostra o realizado, o projetado e quanto de folha falta.
Por que o benefício do Fator R pode demorar?
Porque o enquadramento oficial usa os últimos 12 meses pagos. Subir o pró-labore hoje só reflete no DAS quando a folha nova compõe o período - até um ano.
Quando o lucro distribuído paga Imposto de Renda?
Sem contabilidade completa, acima do lucro presumido do setor; acima de R$ 50 mil por mês de uma só fonte, com retenção de 10% sobre o excedente. Com escrituração e balanço, a retenção é dispensada.
E se a meta não couber no faturamento?
O otimizador marca como inviável, mostra o melhor cenário possível e estima o faturamento mínimo necessário para atingir a meta.
O que muda perto do teto de ME?
ME fatura até R$ 360 mil por ano. Perto do teto o otimizador avisa; acima dele a empresa vira EPP, ainda no Simples, com alíquotas maiores.
Preciso de contador mesmo com a simulação?
Sim. É uma estimativa com as tabelas vigentes: o contador valida o anexo, a folha de pró-labore e os recolhimentos antes de colocar em prática.